Computação |
III) 40 e 100 Gigabit Ethernet (40/100GbE) – definidas pelo IEEE 802.3ba, são usadas principalmente em backbones de provedores e interconexões de data centers. Essas tecnologias utilizam múltiplos canais paralelos de transmissão óptica ou cobre de alta densidade.
IV) 400 Gigabit Ethernet (400GbE) – aprovada pelo IEEE 802.3bs, destina-se a redes de hiperescala e infraestruturas de nuvem. Emprega modulação avançada (PAM4) e interfaces ópticas de alta complexidade para reduzir custos e consumo energético por bit transmitido.
A transição para velocidades superiores envolve desafios técnicos como dispersão óptica, ruído térmico, jitter de fase e compatibilidade entre interfaces.
Por isso, a padronização pelo IEEE e o uso de componentes ópticos avançados são essenciais para garantir interoperabilidade.
MPLS, SDN e Redes Ópticas
As redes de alta velocidade não dependem apenas de enlaces rápidos, mas também de mecanismos inteligentes de comutação e controle de tráfego.
Multiprotocol Label Switching (MPLS): O MPLS é uma tecnologia que combina características de comutação de pacotes e de circuitos virtuais.
Em vez de encaminhar pacotes com base no endereço IP, o MPLS utiliza rótulos (labels) que identificam caminhos predefinidos — os Label Switched Paths (LSPs).
Isso permite roteamento determinístico, engenharia de tráfego e qualidade de serviço (QoS) mais previsível.
O MPLS é amplamente empregado em backbones de provedores de Internet, VPNs corporativas e redes metropolitanas, pois possibilita a criação de túneis lógicos sobre infraestruturas heterogêneas e aumenta a eficiência do encaminhamento.