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Introdução ao Projeto Físico
O projeto físico de banco de dados corresponde à etapa em que o modelo lógico, antes representado através de tabelas, atributos e relacionamentos, é finalmente convertido em estruturas reais de armazenamento que serão manipuladas pelo SGBD.
Diferentemente do projeto conceitual e lógico, que se concentram em representar o significado dos dados e como eles se relacionam entre si, o projeto físico preocupa-se com a forma concreta pela qual esses dados serão armazenados no disco, recuperados, indexados, organizados e otimizados para proporcionar desempenho adequado às aplicações que os utilizarão.
O objetivo principal dessa fase é garantir que o banco de dados opere de maneira eficiente. Para isso, toma-se uma série de decisões relacionadas a organização interna dos arquivos, escolha de índices, distribuição dos dados, uso de compressão, particionamento, replicação e outros mecanismos que influenciam diretamente a velocidade de leitura, gravação e consulta.
É nesse ponto que se busca equilibrar as necessidades de desempenho com o espaço disponível em disco e com o volume real de operações que o sistema precisará executar.
Estruturas Físicas de Armazenamento
Dentro de um SGBD, os dados não são armazenados diretamente na forma de tabelas, mas sim em estruturas físicas como arquivos, páginas e blocos.
Arquivos podem ser organizados de maneira não ordenada, como no caso de arquivos heap, ideais para inserções frequentes, ou de forma ordenada por uma chave específica, o que favorece consultas sequenciais.