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Computação  |  

Processador Convencional e Pipeline

Nos processadores convencionais, o ciclo de execução de uma instrução ocorre de forma sequencial, seguindo um fluxo fixo de etapas: buscar a instrução (fetch), decodificá-la (decode), buscar operandos, executar a operação e armazenar o resultado.

Esse modelo, conhecido como execução sequencial, é simples e fácil de implementar, mas apresenta baixo aproveitamento dos recursos internos da CPU, pois cada unidade funcional (como a ALU ou o decodificador) permanece ociosa durante parte do ciclo.

Para aumentar o desempenho, foi introduzido o conceito de pipeline — uma técnica que permite sobrepor a execução de múltiplas instruções, de modo que várias delas estejam em diferentes fases do processamento ao mesmo tempo.

O pipeline é análogo a uma linha de montagem industrial: enquanto uma instrução está sendo executada, outra pode estar sendo decodificada e uma terceira sendo buscada na memória.

Assim, o tempo total para concluir cada instrução individual não diminui, mas o tempo médio entre instruções concluídas (throughput) é reduzido significativamente.

Exemplo ilustrativo: Considere um processador que leva 5 ciclos de clock para executar uma instrução em série.

Com pipeline de 5 estágios, após o enchimento inicial, uma nova instrução pode ser concluída a cada ciclo de clock — o que representa uma melhoria de desempenho de até 5 vezes, no caso ideal.

Estágios de Pipeline e Hazards

O pipeline é dividido em estágios que correspondem às fases do ciclo de instrução.

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