Computação |
Introdução
À medida que a evolução dos processadores atingiu limites físicos — como a dissipação térmica e a frequência de clock — a indústria da computação passou a buscar novas formas de aumentar o desempenho.
Em vez de apenas tornar os processadores mais rápidos, o foco passou a ser executar mais tarefas ao mesmo tempo, explorando o paralelismo em múltiplos níveis.
Processadores Não Convencionais
Os processadores convencionais seguem o modelo sequencial de execução, otimizando o desempenho de um único fluxo de instruções.
Por outro lado, processadores não convencionais foram projetados para aplicações específicas que exigem grande capacidade de processamento paralelo, como simulações científicas, gráficos, inteligência artificial e aprendizado de máquina.
Esses processadores se diferenciam por sua arquitetura interna e pelo modelo de paralelismo explorado. Entre eles destacam-se: Processadores vetoriais; Processadores matriciais; Processadores multi-core e many-core e Multiprocessadores.
Processadores Vetoriais
Os processadores vetoriais surgiram na década de 1970, com máquinas como o Cray-1, projetadas para aplicações científicas e de engenharia que envolviam cálculos com grandes conjuntos de dados numéricos.
Em vez de operar sobre valores escalares (um único dado por vez), os processadores vetoriais operam sobre vetores de dados, realizando a mesma operação em todos os elementos simultaneamente.
Por exemplo, uma instrução vetorial do tipo ADDV V1, V2, V3 pode somar dois vetores completos em uma única operação, em vez de somar elemento a elemento.