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Figuras de Construção (Sintaxe)

As figuras de construção alteram a ordem ou estrutura padrão da frase para gerar efeitos expressivos.

O hipérbato é a inversão da ordem natural dos termos da oração: "Do Ipiranga as margens plácidas ouviram..." (em vez de "As margens plácidas do Ipiranga ouviram...").

A elipse é a omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto: "Na sala, silêncio" (omite-se o verbo "havia").

O zeugma é um tipo de elipse em que se omite um termo já mencionado anteriormente na frase, evitando repetição: "Ele gosta de futebol; eu, de vôlei" (omite-se "gosto").

O polissíndeto é a repetição proposital de conjunções para dar ênfase ou ritmo: "E corre, e grita, e chora, e ri".

A anáfora é a repetição de uma palavra ou expressão no início de versos ou frases sucessivas, muito usada em poesia para criar musicalidade e ênfase.

O anacoluto é a quebra proposital da estrutura sintática da frase, comum na fala espontânea, deixando um termo "solto": "Eu, se soubesse, não teria vindo".

Essas figuras são especialmente exploradas na poesia e em textos literários, contribuindo para o ritmo, a musicalidade e a construção de efeitos estéticos particulares.

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