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Norma Culta e Preconceito Linguístico

A norma culta (ou norma-padrão) é a variedade da língua ensinada nas escolas, usada em contextos formais e descrita pelas gramáticas normativas, servindo como referência para a comunicação em situações de maior formalidade.

Ela não é superior às demais variedades linguísticas do ponto de vista estritamente linguístico, mas ocupa uma posição de prestígio social, sendo exigida em concursos, vestibulares e documentos oficiais.

O preconceito linguístico ocorre quando se julga negativamente uma pessoa ou grupo com base em sua forma de falar, considerando "errada" ou "inferior" uma variedade linguística legítima, apenas por não corresponder à norma culta.

Esse tipo de preconceito ignora que toda variação linguística segue regras próprias e sistemáticas, sendo tão "correta" dentro de seu contexto quanto a norma padrão é dentro do seu.

A escola tem o papel de ensinar a norma culta como uma ferramenta de acesso a determinados espaços sociais e profissionais, sem, no entanto, desvalorizar ou estigmatizar as demais variedades linguísticas dos estudantes.

Essa discussão é frequentemente cobrada em redações de vestibular, que exploram o tema da diversidade linguística e do respeito às diferentes formas de falar português no Brasil.

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