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Classicismo (Século XVI)
O Classicismo em Portugal coincide com o Renascimento europeu, movimento que resgatou os valores da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma), valorizando a razão, o equilíbrio, a proporção e o antropocentrismo.
Luís de Camões é o principal autor desse período, destacando-se tanto na poesia lírica (sonetos sobre o amor e o desconcerto do mundo) quanto na poesia épica, com Os Lusíadas, publicada em 1572.
Os Lusíadas narra, em dez cantos, a viagem marítima de Vasco da Gama até a Índia, exaltando os feitos heroicos do povo português por meio de recursos clássicos, como a invocação às musas e a intervenção de deuses mitológicos.
A obra combina elementos históricos reais com a mitologia clássica greco-romana, seguindo o modelo das epopeias clássicas de Homero e Virgílio, mas adaptado à realidade histórica portuguesa.
Na lírica camoniana, destacam-se os sonetos que tratam do amor idealizado, do desconcerto do mundo e da efemeridade da vida, unindo a tradição clássica greco-latina a uma reflexão profundamente humana sobre a existência.