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A Semana de Arte Moderna de 1922
O Modernismo brasileiro tem seu marco inicial na Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo em fevereiro de 1922, evento que reuniu escritores, artistas plásticos e músicos dispostos a romper radicalmente com a estética tradicional.
O movimento propunha a ruptura com o Parnasianismo, a valorização da linguagem coloquial brasileira, a liberdade formal (versos livres, sem métrica ou rima obrigatórias) e a valorização crítica da cultura nacional.
A primeira fase do Modernismo (1922-1930), chamada fase heroica, é marcada pelo espírito de ruptura e experimentação, com destaque para Mário de Andrade (Macunaíma, síntese irônica da identidade brasileira) e Oswald de Andrade, autor dos manifestos Pau-Brasil e Antropófago.
O Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, propõe a "deglutição" crítica da cultura estrangeira, reelaborando-a de forma original e genuinamente brasileira, síntese do espírito inovador dessa primeira fase.
Poetas como Manuel Bandeira também se destacam nessa fase, com poesia que combina simplicidade, ironia e temas cotidianos, rompendo com o rebuscamento formal das estéticas anteriores.