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Segunda Geração Modernista (1930-1945)
A segunda geração, conhecida como Geração de 30, aprofunda a análise crítica da realidade brasileira, especialmente por meio do romance regionalista, que retrata as desigualdades sociais e a seca no Nordeste.
Graciliano Ramos é o principal romancista dessa fase, autor de Vidas Secas, obra que retrata com linguagem seca e enxuta a dura realidade de uma família de retirantes nordestinos fugindo da seca.
Jorge Amado, com obras como Capitães da Areia, retrata a realidade social da Bahia, dando voz a personagens marginalizados, enquanto José Lins do Rego explora a decadência dos engenhos de açúcar em Fogo Morto.
Na poesia dessa fase, destaca-se Carlos Drummond de Andrade, cuja obra combina reflexão existencial, ironia e, posteriormente, forte engajamento social, especialmente em poemas como "No Meio do Caminho" e "A Flor e a Náusea".
Essa geração também é marcada pela poesia intimista e espiritual de Cecília Meireles e pela obra multifacetada de Vinícius de Moraes, que transitou entre poesia, teatro e, posteriormente, a música popular brasileira.