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Simbolismo (final do Século XIX)
O Simbolismo surge como reação ao excesso de objetividade e rigor formal do Parnasianismo, propondo uma poesia mais subjetiva, musical e sugestiva, voltada para a exploração do universo espiritual, onírico e místico.
Diferentemente do Parnasianismo, que buscava a descrição objetiva e precisa, o Simbolismo valoriza a sugestão, o vago, o simbólico, priorizando a musicalidade e a sonoridade das palavras sobre seu significado literal.
Cruz e Sousa é o principal poeta simbolista brasileiro, sendo o primeiro grande poeta negro da literatura brasileira, com obras marcadas por forte musicalidade, sinestesia e temas espiritualistas, como em Broquéis.
Recursos como a aliteração, a assonância e a sinestesia são amplamente explorados na poesia simbolista, criando efeitos sonoros e sensoriais que reforçam a atmosfera sugestiva e misteriosa dos poemas.
O Simbolismo teve recepção mais restrita no Brasil, sendo considerado um movimento de transição entre o final do século XIX e o início do Modernismo, no século XX.