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Os Sofistas
No século V a.C., com o auge da democracia ateniense, surgiram os sofistas: mestres itinerantes que ensinavam retórica e argumentação mediante pagamento.
Protágoras afirmou que o homem é a medida de todas as coisas, defendendo o relativismo da verdade.
Górgias levou o ceticismo ao extremo: nada existe; se existisse, não poderia ser conhecido; se conhecido, não poderia ser comunicado.
Para os sofistas, leis e costumes eram convenções humanas (nomos), não verdades naturais (physis).
A crítica tradicional os acusa de ensinar a vencer debates sem se importar com a verdade.
Historicamente, porém, eles ampliaram a reflexão sobre linguagem, política e educação.