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História  |  

Os últimos anos do Segundo Reinado foram marcados por um acúmulo de crises políticas e institucionais que corroeram progressivamente o apoio de diferentes setores sociais à monarquia brasileira.

A abolição da escravidão sem indenização, ocorrida em 1888, afastou definitivamente parte importante da tradicional base de sustentação rural do trono, especialmente entre os grandes proprietários de terra do Vale do Paraíba fluminense.

Esse descontentamento das elites agrárias somou-se a outras fontes de instabilidade que já vinham se acumulando havia anos, enfraquecendo as bases políticas que tradicionalmente sustentavam o regime monárquico.

Entre essas fontes de tensão destacavam-se conflitos institucionais envolvendo o Exército e a Igreja Católica, instituições que, por razões distintas, passaram a se distanciar progressivamente do governo imperial.

A conjugação desses múltiplos fatores de crise, ocorrendo de forma simultânea e cumulativa ao longo da década de 1880, criou um ambiente político extremamente propício ao fortalecimento de propostas republicanas.

Esse cenário de erosão da legitimidade monárquica será examinado em maior profundidade ao longo deste capítulo, que analisa os episódios finais do Império brasileiro.

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