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História  |  

O movimento abolicionista brasileiro, embora tenha ganhado grande força social a partir da década de 1880, foi resultado de um processo gradual de pressões internas e externas contra a escravidão que se estendia desde meados do século XIX.

Já em 1850, sob forte pressão diplomática e naval britânica, o Brasil havia aprovado a Lei Eusébio de Queirós, que proibiu definitivamente o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas para o território nacional.

Embora não tenha extinguido a escravidão em si, a lei de 1850 encerrou uma das fontes mais importantes de reposição da população escravizada no país, contribuindo indiretamente para o encarecimento da mão de obra cativa nas décadas seguintes.

Esse encarecimento estimulou proprietários rurais a buscarem alternativas de mão de obra, como a imigração europeia subsidiada, sobretudo nas regiões cafeeiras do oeste paulista.

A Lei do Ventre Livre, promulgada em 1871 no contexto de desgaste institucional deixado pela Guerra do Paraguai, representou o segundo grande marco legislativo do lento processo abolicionista brasileiro.

A partir dessa lei, associações abolicionistas passaram a se multiplicar em diversas cidades do país, promovendo campanhas de conscientização pública e pressionando o parlamento por medidas mais amplas.

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