História |
A proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, não foi acompanhada de ampla participação popular, tratando-se essencialmente de um movimento articulado por setores militares e por uma pequena elite civil republicana.
O Marechal Deodoro da Fonseca assumiu a chefia de um Governo Provisório, que concentrava em suas mãos amplos poderes executivos e legislativos, dispensando temporariamente a existência de um Congresso Nacional eleito.
Esse governo provisório teve como principal tarefa organizar juridicamente o novo regime, elaborando decretos que reformulavam desde a bandeira e o hino nacional até a estrutura administrativa dos antigos estados imperiais, agora transformados em estados federados.
A separação entre Igreja e Estado, decretada já em 1890, pôs fim ao regime de padroado que vigorara durante o Império, estabelecendo a laicidade como princípio fundamental da nova ordem republicana.
Entre as figuras mais influentes desse período inicial estava Rui Barbosa, ministro da Fazenda responsável por reformas econômicas que ficariam conhecidas como Encilhamento, caracterizadas pela emissão excessiva de papel-moeda e pela especulação financeira desenfreada.
Essas medidas, embora tenham estimulado momentaneamente a criação de empresas e a movimentação do mercado de ações, resultariam em grave crise econômica e inflacionária nos primeiros anos da década de 1890.