História |
A partir da década de 1920, o arranjo político oligárquico da Primeira República passou a enfrentar crescente contestação, protagonizada especialmente por jovens oficiais do Exército, sobretudo tenentes e capitães, que ficariam conhecidos genericamente como tenentistas.
Esses militares, insatisfeitos com a corrupção eleitoral, com o predomínio das oligarquias civis sobre a política nacional e com as precárias condições materiais das próprias Forças Armadas, defendiam reformas políticas profundas, incluindo a moralização do processo eleitoral e maior centralização do poder nacional.
O primeiro grande episódio dessa contestação militar ocorreu em julho de 1922, com a chamada Revolta dos Dezoito do Forte de Copacabana, protagonizada por um pequeno grupo de militares que se rebelou no Rio de Janeiro em protesto contra os rumos da sucessão presidencial daquele ano.
Embora rapidamente sufocado, com a morte da quase totalidade dos revoltosos em confronto direto com forças legalistas, o episódio tornou-se símbolo inaugural do movimento tenentista, inspirando novas ações de contestação nos anos seguintes.
Em 1924, nova e mais ampla rebelião tenentista eclodiu em São Paulo, liderada por oficiais que chegaram a controlar temporariamamente a capital paulista antes de serem obrigados a recuar diante da reação das forças governistas.
Esse movimento, somado a rebeliões simultâneas ocorridas no Rio Grande do Sul, revelava o alcance nacional crescente da insatisfação militar com o sistema político oligárquico vigente.