História |
A economia brasileira durante a Primeira República manteve forte dependência da exportação de produtos primários, com destaque absoluto para o café, que respondia pela maior parte das receitas cambiais do país ao longo de praticamente todo o período.
A produção cafeeira concentrava-se principalmente no estado de São Paulo, cuja expansão ferroviária, iniciada ainda no Império, permitiu a incorporação de novas áreas produtivas no interior paulista, consolidando a liderança econômica do estado dentro da federação.
A dependência excessiva das exportações de um único produto tornava a economia brasileira extremamente vulnerável às oscilações do mercado internacional, sujeita a crises de superprodução que derrubavam periodicamente os preços do café nos mercados consumidores.
Para enfrentar esse problema estrutural, o governo brasileiro adotou, a partir de 1906, uma política de valorização do café, mediante acordo firmado entre os principais estados produtores, conhecido como Convênio de Taubaté.
Essa política consistia essencialmente na compra e estocagem de excedentes de café pelo governo em períodos de superprodução, com o objetivo de sustentar artificialmente os preços internacionais do produto, medida que beneficiava diretamente os interesses das elites cafeeiras paulistas.
O financiamento dessa política dependia fortemente de empréstimos externos, aprofundando a dependência financeira do Brasil em relação a credores internacionais, sobretudo instituições bancárias britânicas e, progressivamente, também norte-americanas.