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História  |  

Em 1885, o Parlamento aprovou a Lei dos Sexagenários, também conhecida como Lei Saraiva-Cotegipe, que declarava livres as pessoas escravizadas com mais de sessenta anos de idade, mediante certas condições.

Na prática, a lei teve alcance social limitado, uma vez que a expectativa de vida das pessoas escravizadas raramente ultrapassava essa faixa etária, mas representou novo avanço simbólico na trajetória legislativa abolicionista.

Paralelamente ao processo legislativo, ganhou força um vigoroso movimento social abolicionista, protagonizado por intelectuais, jornalistas e ex-escravizados que se dedicavam à causa por meio de discursos, escritos e ações diretas.

Entre as principais lideranças desse movimento destacaram-se Joaquim Nabuco, autor de importantes obras de denúncia da escravidão, José do Patrocínio, jornalista negro de grande influência pública, e Luís Gama, advogado autodidata que atuou na libertação de centenas de escravizados por vias jurídicas.

Essas lideranças utilizavam a imprensa, os tribunais e a mobilização popular como instrumentos complementares de luta, ampliando progressivamente o alcance social da causa abolicionista para além dos círculos intelectuais e políticos tradicionais.

A atuação combinada dessas diferentes frentes contribuiu para transformar o abolicionismo em um dos mais importantes movimentos sociais da história do Brasil imperial.

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