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Em julho de 1840, articulistas liberais promoveram na Câmara dos Deputados a antecipação da maioridade de Dom Pedro de Alcântara, então com apenas quatorze anos, em episódio que ficou conhecido como Golpe da Maioridade.
Sob o lema de que o país precisava de um imperador e não de regências, o movimento conseguiu aprovar a medida, e Dom Pedro II foi coroado ainda em 1840, encerrando formalmente o conturbado período regencial.
A coroação de um imperador legítimo e permanente devolveu ao Estado brasileiro um símbolo unificador que a fragmentada autoridade regencial não conseguira sustentar, contribuindo para arrefecer parte das tensões políticas regionais.
O Segundo Reinado, que se estenderia até 1889, seria marcado por maior estabilidade institucional em comparação aos períodos anteriores, embora não estivesse livre de crises políticas e sociais recorrentes.
Um dos traços mais característicos do período foi o funcionamento do chamado parlamentarismo às avessas, sistema em que, ao contrário do modelo europeu clássico, era o imperador quem nomeava o Conselho de Ministros por meio do Poder Moderador.
Esse arranjo permitia a Dom Pedro II alternar no poder os partidos Liberal e Conservador conforme sua avaliação política, mantendo o equilíbrio entre as elites e reforçando, na prática, a centralidade da figura imperial.