História |
Com a abdicação de Dom Pedro I e a menoridade de seu filho, Dom Pedro de Alcântara, o Brasil enfrentou um vazio de poder que precisou ser preenchido por meio de um governo provisório de caráter coletivo.
Como o herdeiro do trono contava apenas cinco anos de idade, a Constituição de 1824 previa que o país fosse governado por regentes até que o futuro imperador atingisse a maioridade, fixada em dezoito anos.
Formou-se, inicialmente, uma Regência Trina Provisória, composta por três membros escolhidos às pressas pela Câmara dos Deputados no mesmo dia da abdicação, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa do Império.
Meses depois, em 1831, essa regência provisória foi substituída pela Regência Trina Permanente, eleita conforme os procedimentos constitucionais, e que buscou conduzir reformas de caráter moderado e descentralizador.
O período regencial caracterizou-se por intensa instabilidade política, resultado direto do enfraquecimento do poder central e da multiplicação de disputas entre diferentes facções que disputavam os rumos do jovem Império.
Nesse contexto, ganharam força os debates entre grupos políticos favoráveis à centralização do poder e aqueles que defendiam maior autonomia para as províncias.