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História  |  

Além da atuação legislativa e intelectual, a resistência das próprias pessoas escravizadas desempenhou papel fundamental na aceleração do processo abolicionista, por meio de fugas em massa das fazendas, sobretudo na década de 1880.

Em regiões como o oeste paulista, o número crescente de fugas tornou cada vez mais inviável a manutenção econômica do sistema escravista, pressionando proprietários a reconsiderarem a viabilidade da mão de obra cativa.

Cidades como Santos tornaram-se importantes refúgios para escravizados fugidos, contando com o apoio de redes abolicionistas urbanas que ofereciam proteção e auxílio na reconstrução de suas vidas em liberdade.

Essas redes de solidariedade, muitas vezes clandestinas, articulavam abolicionistas de diferentes origens sociais na tarefa de proteger fugitivos da ação de capitães do mato e de autoridades ainda favoráveis à manutenção da escravidão.

A combinação entre pressão popular, resistência escrava e mobilização abolicionista organizada tornou insustentável, do ponto de vista político e social, a manutenção do sistema escravista nos moldes tradicionais.

Esse conjunto de fatores convergentes conduziria, ao final da década de 1880, à aprovação da lei que decretaria o fim definitivo da escravidão no país.

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