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Nesse contexto de crescente insatisfação, o movimento republicano, já articulado desde a década de 1870 por meio de manifestos e da fundação do Partido Republicano, ganhou força significativa entre setores civis e militares.
Intelectuais, jornalistas e políticos passaram a defender abertamente a substituição do regime monárquico por uma república federativa, inspirando-se em modelos institucionais vigentes em outros países americanos.
A aproximação entre civis republicanos e oficiais militares descontentes, sobretudo positivistas influenciados pelas ideias do francês Auguste Comte, foi decisiva para transformar o movimento republicano em força política capaz de promover a ruptura institucional.
O Marechal Deodoro da Fonseca, apesar de suas ligações pessoais com a família imperial, tornou-se figura central na articulação militar que conduziria ao desfecho final da crise monárquica.
Diante de rumores sobre possíveis mudanças ministeriais que desagradavam aos setores militares insatisfeitos, líderes republicanos e militares aceleraram os preparativos para um movimento que pusesse fim definitivamente ao regime imperial.
Esses preparativos culminariam nos eventos decisivos de novembro de 1889, que serão descritos na página final deste capítulo.