História |
A derrota da Intentona Comunista foi amplamente utilizada pelo governo e por setores militares para justificar um sucessivo endurecimento do regime político.
A Lei de Segurança Nacional foi ampliada, e um prolongado estado de sítio foi decretado, restringindo liberdades civis e ampliando os poderes de exceção do Executivo federal.
O discurso do “perigo comunista” tornou-se um instrumento político central, mobilizado tanto por Vargas quanto pelas Forças Armadas para legitimar medidas cada vez mais autoritárias.
Nesse contexto, aproximou-se temporariamente o governo Vargas de setores integralistas, que viam nesse clima repressivo uma oportunidade de ampliar sua influência política.
O fortalecimento do papel político do Exército, alçado a guardião da ordem interna contra a “ameaça vermelha”, tornou-se uma característica marcante desse período.
Essa aliança conjuntural entre Vargas, militares e integralistas prepararia o terreno político para uma solução autoritária mais duradoura.