História |
Em 1943, o governo consolidou toda a legislação trabalhista existente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que regulamentava direitos como carteira de trabalho assinada, jornada de oito horas e férias remuneradas.
A CLT representou um marco na história social brasileira, ampliando significativamente a proteção jurídica dos trabalhadores urbanos formalmente empregados.
Essa legislação, contudo, apresentava um caráter ambíguo, pois, ao mesmo tempo em que ampliava direitos, mantinha os sindicatos sob rígido controle estatal, por meio de mecanismos como o imposto sindical obrigatório.
Os sindicatos perdiam, assim, boa parte de sua capacidade de mobilização autônoma, tornando-se dependentes da estrutura oficial vinculada ao Ministério do Trabalho.
Essas medidas contribuíram para consolidar a imagem pública de Getúlio Vargas como “pai dos pobres”, protetor dos trabalhadores frente aos interesses patronais.
Essa construção simbólica seria fundamental para a formação de sua base de apoio popular nas décadas seguintes, mesmo após o fim do regime autoritário.