História |
Diante da pressão crescente por democratização, Vargas anunciou a convocação de eleições diretas para a Presidência da República e para uma nova Assembleia Constituinte.
Apesar desse anúncio, setores próximos ao presidente, os chamados “queremistas”, articulavam a permanência de Vargas no poder por meio de uma eventual Assembleia Constituinte convocada sob sua liderança.
Esse movimento despertou forte desconfiança entre os setores militares, temerosos de uma possível continuidade autoritária disfarçada de processo democrático.
A tensão política atingiu seu ponto máximo quando Vargas nomeou seu irmão, Benjamim Vargas, para o cargo de chefe de polícia do Distrito Federal, medida vista como tentativa de blindagem pessoal.
Diante do temor de um golpe continuísta, líderes militares decidiram agir preventivamente para garantir a realização das eleições já marcadas.
Esse movimento culminaria na deposição do próprio Vargas, encerrando de forma abrupta quinze anos de governo ininterrupto.