História |
Em 1944, o Brasil enviou tropas para o front europeu, constituindo a Força Expedicionária Brasileira (FEB), que lutou ao lado dos Aliados na campanha da Itália.
A atuação da FEB, especialmente na tomada de Monte Castello, tornou-se um símbolo de orgulho nacional e de participação efetiva do país no esforço de guerra global.
A participação brasileira no conflito produziu um paradoxo evidente: soldados brasileiros combatiam no exterior em defesa da democracia contra regimes totalitários, enquanto viviam sob uma ditadura em seu próprio país.
Esse contraste alimentou, entre militares e civis, um crescente questionamento sobre a legitimidade da continuidade do Estado Novo.
No plano interno, formaram-se dois movimentos políticos antagônicos: o “queremismo”, favorável à permanência de Vargas no poder, e uma oposição ampla que exigia eleições livres e a redemocratização do país.
Esse embate político se intensificaria rapidamente com o fim da guerra na Europa, em maio de 1945.