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História  |  

Nos meses seguintes ao Dia do Fico, Dom Pedro adotou uma série de medidas destinadas a fortalecer a autonomia administrativa do Brasil, incluindo a nomeação de José Bonifácio como ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros, cargo equivalente ao de um verdadeiro primeiro-ministro.

José Bonifácio, figura de sólida formação científica e política, tornou-se peça-chave na articulação do processo que conduziria à independência, defendendo a necessidade de uma ruptura organizada e gradual, capaz de evitar tanto a fragmentação territorial quanto conflitos sociais mais amplos.

Sob sua influência, foram convocadas eleições para a formação de um Conselho de Procuradores das províncias brasileiras, instância consultiva destinada a legitimar politicamente as decisões tomadas por Dom Pedro diante da crescente ruptura com as Cortes portuguesas.

Enquanto isso, as Cortes de Lisboa intensificavam suas medidas de contenção, declarando ilegais os atos praticados por Dom Pedro e determinando o envio de tropas portuguesas adicionais para reforçar a autoridade metropolitana sobre as províncias brasileiras ainda leais a Portugal.

Essas medidas, longe de conterem o movimento autonomista, apenas reforçaram entre a elite política e militar brasileira a convicção de que a ruptura definitiva com Portugal era não apenas inevitável, mas também necessária para preservar a integridade territorial e a estabilidade política do Brasil.

Ao longo do primeiro semestre de 1822, multiplicaram-se manifestações de apoio a Dom Pedro em diferentes províncias, ao mesmo tempo em que se intensificava a retórica de ruptura definitiva com as determinações vindas de Lisboa.

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