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O desfecho decisivo desse longo processo ocorreu em 7 de setembro de 1822, quando Dom Pedro, então em viagem pela província de São Paulo, recebeu, às margens do riacho do Ipiranga, despachos das Cortes portuguesas reafirmando a exigência de sua submissão total à autoridade de Lisboa.
Diante dessas exigências, consideradas inaceitáveis, Dom Pedro proferiu a célebre declaração que ficaria conhecida como o Grito do Ipiranga, proclamando publicamente a independência do Brasil em relação a Portugal, com a frase atribuída de que seria independência ou morte.
Esse episódio, amplamente celebrado posteriormente pela historiografia e pela memória nacional brasileira, marcou simbolicamente o rompimento definitivo dos laços políticos formais entre o Brasil e a antiga metrópole portuguesa, após mais de três séculos de vínculo colonial.
Após a proclamação, Dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil ainda em outubro de 1822, sendo formalmente coroado em cerimônia solene realizada na cidade do Rio de Janeiro em 1º de dezembro daquele mesmo ano, assumindo o título de Dom Pedro I.
A independência proclamada em 1822, contudo, não foi imediatamente aceita por todas as províncias brasileiras, sendo necessário, ao longo dos meses e anos seguintes, o envio de expedições militares para consolidar o reconhecimento da nova condição de país independente em regiões como a Bahia, o Maranhão e o Pará.
O reconhecimento formal da independência por parte de Portugal ocorreria apenas em 1825, mediante intensa negociação diplomática e o pagamento de uma indenização financeira à antiga metrópole, encerrando definitivamente o longo processo de ruptura entre as duas nações.