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História  |  

Em 9 de março de 1500, uma armada de treze naus e cerca de 1500 homens partiu de Lisboa sob o comando de Pedro Álvares Cabral, com destino oficial à Índia, seguindo a rota aberta por Vasco da Gama dois anos antes.

Para evitar as calmarias do Golfo da Guiné, a esquadra adotou uma rota mais aberta pelo Atlântico Sul, conhecida como volta do mar, que a afastou consideravelmente da costa africana.

Essa manobra náutica, hoje reconhecida como uma prática deliberada de navegação, acabou por aproximar as naus portuguesas do litoral de uma terra ainda desconhecida dos europeus.

No dia 21 de abril, os tripulantes avistaram o que batizaram de Monte Pascoal, na atual Bahia, e no dia seguinte a frota lançou âncora próxima à foz de um rio que Cabral nomeou Rio do Descobrimento.

O primeiro contato com os habitantes locais, os índios Tupiniquim, foi marcado por gestos de curiosidade mútua, trocas de presentes e uma cautelosa aproximação entre os dois povos.

O escrivão da expedição, Pero Vaz de Caminha, testemunhou esses primeiros encontros e os registrou detalhadamente em uma carta destinada ao rei D. Manuel I.

A Carta de Caminha, considerada a certidão de nascimento documental do Brasil, descreve com espanto a beleza da terra, a nudez dos nativos e a fertilidade do solo, sugerindo que tudo ali daria em se plantando.

Em 26 de abril, foi celebrada a primeira missa em solo brasileiro, oficiada pelo frei Henrique de Coimbra, um marco simbólico da chegada da fé católica que acompanharia toda a colonização.

Cabral permaneceu na região por apenas dez dias antes de seguir viagem rumo à Índia, deixando para trás dois degredados encarregados de aprender a língua e os costumes dos nativos.

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