História |
Nos primeiros anos após 1500, a Coroa portuguesa demonstrou pouco interesse imediato pela nova terra, batizada inicialmente de Ilha de Vera Cruz e depois Terra de Santa Cruz.
Naquele momento, os lucrativos negócios com as especiarias do Oriente concentravam praticamente toda a atenção e os recursos do reino português.
A América portuguesa era vista apenas como um ponto de apoio estratégico na rota atlântica, sem riquezas minerais aparentes que justificassem um investimento imediato de colonização.
O único produto que despertou interesse comercial imediato foi o pau-brasil, uma madeira avermelhada usada na Europa para a produção de corantes têxteis, que deu origem ao nome definitivo da colônia.
Entre 1502 e 1530, a exploração do pau-brasil foi realizada através do sistema de arrendamento, em que comerciantes recebiam da Coroa o monopólio da extração em troca de construir fortificações e pagar tributos.
Esse período ficou conhecido como pré-colonial, caracterizado pela ausência de povoamento efetivo e pela relação de escambo com os indígenas, que trocavam a madeira por objetos como espelhos, facas e tecidos.
A presença de outras potências europeias, sobretudo franceses interessados também na extração do pau-brasil, preocupava a Coroa portuguesa e ameaçava sua posse sobre o território.
Expedições de reconhecimento, como a comandada por Gaspar de Lemos e depois a de Américo Vespúcio, percorreram o litoral brasileiro entre 1501 e 1502, mapeando a costa e batizando acidentes geográficos.
Esses relatos de viagem reforçaram entre os europeus a percepção de que se tratava de um novo continente, distinto da Ásia que originalmente se buscava alcançar.