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História  |  

O reconhecimento da independência pelas potências internacionais era condição essencial para a consolidação do novo Império, e Portugal figurava como o interlocutor mais delicado nesse processo.

Por meio de intensa mediação diplomática britânica, Portugal reconheceu a independência do Brasil em agosto de 1825, mediante o pagamento de uma vultosa indenização, que obrigou o governo brasileiro a contrair empréstimos junto a bancos ingleses.

A Inglaterra, por sua vez, condicionou seu apoio diplomático à assinatura de tratados comerciais vantajosos e à promessa brasileira de extinguir progressivamente o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas.

Em 1827, um tratado entre as duas nações estabeleceu que o comércio negreiro seria considerado ilegal a partir de 1830, embora, na prática, o tráfico continuasse a ocorrer clandestinamente por muitos anos.

Essas dívidas e compromissos externos contraídos logo após a independência comprometeram seriamente as finanças do Império em seus primeiros anos, gerando insatisfação entre setores da elite agrária e comercial.

A dependência econômica em relação à Inglaterra tornou-se, assim, uma marca duradoura das relações exteriores do Brasil imperial, condicionando decisões políticas internas por décadas.

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