História |
O governo de Floriano Peixoto, que se estendeu de 1891 a 1894, enfrentou duas graves rebeliões que colocaram em risco a própria continuidade do regime republicano: a Revolta da Armada e a Revolução Federalista.
A Revolta da Armada, iniciada em 1893 no Rio de Janeiro, foi protagonizada por oficiais da Marinha descontentes com a centralização de poder promovida por Floriano e com o afastamento de setores navais das decisões políticas do governo.
Simultaneamente, a Revolução Federalista eclodia no Rio Grande do Sul, conflito de caráter regional que opunha, de um lado, os federalistas, favoráveis a maior autonomia provincial e simpáticos à causa monárquica, e, de outro, os republicanos rio-grandenses aliados ao governo central.
A combinação dessas duas crises simultâneas exigiu de Floriano Peixoto intensa mobilização militar e política, consolidando sua imagem como o chamado Consolidador da República, apesar do elevado custo humano dos conflitos enfrentados.
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