História |
O conjunto desses mecanismos, que combinava manipulação eleitoral, controle sobre a apuração dos votos e exclusão arbitrária de opositores, tornou a competição política da Primeira República fortemente restrita e pouco representativa da diversidade social do país.
Essa realidade contradizia, na prática, os princípios liberais e democráticos formalmente consagrados pela Constituição de 1891, evidenciando o abismo entre o modelo institucional idealizado e a experiência política concretamente vivida.
A articulação entre essas práticas fraudulentas em nível federal e o poder exercido pelos chefes políticos locais nos municípios, tema que será explorado em capítulo posterior sob a denominação de coronelismo, constituía a espinha dorsal do sistema político da época.
Compreender esses mecanismos é fundamental para analisar tanto a relativa estabilidade institucional da Primeira República quanto as crescentes tensões sociais e políticas que marcariam suas últimas décadas.
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