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História  |  

Entre os principais mecanismos de controle eleitoral da Primeira República destacava-se o chamado voto de cabresto, prática pela qual proprietários rurais e chefes políticos locais exerciam intensa pressão sobre eleitores dependentes economicamente de sua influência.

Essa influência era exercida especialmente sobre trabalhadores rurais, que, temendo represálias, votavam frequentemente conforme a orientação de seus patrões, comprometendo significativamente a liberdade e o sigilo do voto.

Complementando esse mecanismo, a chamada política do bico de pena permitia a fraude sistemática na apuração dos votos, com mesas eleitorais controladas por autoridades locais alteradas resultados conforme os interesses das oligarquias dominantes.

Essas práticas fraudulentas eram viabilizadas pela ausência de mecanismos independentes de fiscalização eleitoral e pela concentração do controle sobre os processos de votação e apuração nas mãos das próprias autoridades políticas locais.

A chamada Comissão de Verificação de Poderes, responsável por validar ou não os mandatos dos deputados eleitos no Congresso Nacional, constituía outro importante instrumento de manipulação política, utilizado para excluir opositores por meio da prática conhecida como degola.

Por meio dessa prática, candidatos vitoriosos nas urnas, mas indesejados pelas lideranças dominantes, tinham seus diplomas simplesmente recusados pela Comissão, garantindo a manutenção da hegemonia política das oligarquias no Legislativo federal.

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