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História  |  

A insatisfação de estados como Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco com o predomínio quase exclusivo de paulistas e mineiros na presidência da República manifestou-se em diferentes momentos ao longo da Primeira República, gerando episódicas tentativas de ruptura desse padrão.

Um dos episódios mais emblemáticos dessas tensões ocorreu na eleição presidencial de 1910, na qual o marechal Hermes da Fonseca, apoiado por uma coalizão de oligarquias descontentes conhecida como política das salvações, derrotou o candidato oficialista Rui Barbosa.

A vitória de Hermes da Fonseca representou um momento de ruptura parcial no revezamento entre São Paulo e Minas Gerais, embora não tenha significado o fim definitivo dessa lógica política, que seria retomada já nas eleições presidenciais seguintes.

Esses episódios evidenciam que, apesar de sua notável longevidade, o arranjo do Café com Leite não era isento de contestações internas, refletindo as complexas negociações e disputas de poder características do federalismo oligárquico brasileiro.

A crise definitiva desse sistema ocorreria apenas em 1930, quando a ruptura da tradicional aliança entre paulistas e mineiros na sucessão presidencial abriria caminho para uma das mais importantes transformações políticas da história republicana brasileira.

Esse desfecho, contudo, será objeto de análise detalhada no módulo seguinte desta unidade, dedicado especificamente ao fim da chamada República Velha.

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