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História  |  

Estreitamente relacionada à Política dos Governadores, a chamada política do Café com Leite caracterizava-se pela alternância informal do poder presidencial entre políticos oriundos de São Paulo, tradicionalmente associados à economia cafeeira, e de Minas Gerais, ligados sobretudo à pecuária leiteira.

Essa denominação, de caráter metafórico, refletia a hegemonia econômica e política que esses dois estados exerciam sobre o conjunto da federação brasileira durante praticamente toda a Primeira República.

A força política de São Paulo derivava diretamente de sua posição de maior produtor e exportador de café do país, produto que respondia pela maior parte das receitas de exportação brasileiras nesse período, gerando recursos econômicos consideráveis para sua elite política.

Minas Gerais, por sua vez, destacava-se por sua expressiva bancada no Congresso Nacional, resultado de sua elevada população, o que conferia ao estado significativo peso eleitoral e parlamentar mesmo sem dispor de uma economia de exportação comparável à paulista.

A combinação entre o poder econômico paulista e o peso demográfico e parlamentar mineiro consolidou, na prática, um verdadeiro condomínio de poder entre essas duas oligarquias, que se revezavam na indicação de candidatos à presidência da República.

Esse arranjo, embora eficaz em garantir estabilidade por longo período, gerava crescente insatisfação entre oligarquias de outros estados, que se sentiam alijadas de uma participação mais equitativa nas decisões políticas nacionais.

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