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História  |  

Para coordenar as ações de repressão política, o regime estruturou um amplo aparato de vigilância e violência estatal, com destaque para os Destacamentos de Operações de Informações — Centros de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

Esses órgãos foram responsáveis por milhares de prisões arbitrárias, sessões sistemáticas de tortura e diversos casos de mortes e desaparecimentos de opositores políticos ao longo dos anos seguintes.

A censura prévia atingiu praticamente todas as formas de expressão cultural, impondo restrições rigorosas a jornais, livros, peças teatrais, filmes e composições musicais consideradas subversivas.

Diversos artistas e intelectuais, como os músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, foram presos e posteriormente forçados ao exílio, em razão de sua produção artística crítica ao regime.

O exílio político tornou-se, nesse contexto, um destino comum para grande parte da intelectualidade e da liderança política de oposição ao regime militar.

Essa diáspora política contribuiria, ainda que indiretamente, para a internacionalização das denúncias sobre violações de direitos humanos praticadas pelo governo brasileiro.

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