História |
O governo do general Ernesto Geisel (1974-1979) inaugurou uma nova estratégia política, definida pelo próprio presidente como um processo de “distensão lenta, gradual e segura” em direção a uma futura normalização democrática.
Essa estratégia previa um relaxamento controlado da repressão política, mantendo, contudo, o pleno controle militar sobre o ritmo e os limites desse processo de abertura.
Apesar do discurso de distensão, a repressão seletiva contra opositores considerados mais perigosos ao regime continuou a ocorrer, como evidenciado pela morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, sob custódia do DOI-CODI de São Paulo.
Esse episódio provocou forte comoção pública e passou a simbolizar as contradições internas do próprio processo de abertura conduzido pelo regime militar.
Nas eleições legislativas de 1974, o MDB obteve expressiva votação, especialmente para o Senado Federal, resultado interpretado como sinal claro de desgaste eleitoral do regime e de sua base de sustentação civil.
Esse resultado eleitoral surpreendeu o próprio governo e reforçou a necessidade de um controle mais cuidadoso sobre o ritmo da abertura política nos anos seguintes.