História |
Entre 1969 e 1973, a economia brasileira registrou taxas de crescimento excepcionalmente elevadas, superiores a dez por cento ao ano, impulsionadas pela expansão industrial e por investimentos em infraestrutura.
Esse período de rápido crescimento, amplamente divulgado pela propaganda governamental, ficou conhecido como o “milagre econômico brasileiro”.
Grandes obras de infraestrutura foram realizadas nesse contexto, como a rodovia Transamazônica, a ponte Rio-Niterói e o início do planejamento da usina hidrelétrica de Itaipu, símbolos do discurso de modernização nacional.
Slogans oficiais como “Brasil, ame-o ou deixe-o” e “Ninguém segura este país” expressavam o forte apelo nacionalista e propagandístico associado a esse período de expansão econômica.
O financiamento desse crescimento acelerado dependeu fortemente da entrada de capital estrangeiro e do contínuo endividamento externo do país junto a bancos e organismos internacionais.
Essa estratégia de crescimento com base em capital externo geraria, nos anos seguintes, uma vulnerabilidade estrutural que se manifestaria plenamente após a crise do petróleo de 1973.