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História  |  

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), único partido de oposição legalmente permitido no sistema bipartidário, tornou-se importante espaço de resistência institucional, sobretudo a partir de meados da década de 1970.

O movimento estudantil, embora sofrendo intensa repressão, manteve atuação clandestina por meio de uma União Nacional dos Estudantes (UNE) que continuava a existir na ilegalidade.

Setores progressistas da Igreja Católica, influenciados pela chamada Teologia da Libertação, e a própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assumiram papel relevante na denúncia de violações de direitos humanos.

A chamada imprensa alternativa, conhecida informalmente como “imprensa nanica”, circulava publicações críticas ao regime, driblando parcialmente os mecanismos oficiais de censura.

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, juntamente com denúncias de exilados brasileiros, contribuíram para dar visibilidade internacional às práticas de tortura e desaparecimento adotadas pelo regime.

Familiares de presos políticos desaparecidos organizaram-se em comitês de busca e denúncia, cujo trabalho seria fundamental décadas depois para a reconstrução histórica desse período.

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