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História  |  

Entre 1972 e 1974, desenvolveu-se na região do rio Araguaia, na divisa entre os atuais estados do Pará, Maranhão e Tocantins, uma tentativa de guerrilha rural de inspiração maoista, organizada por militantes do Partido Comunista do Brasil.

A chamada Guerrilha do Araguaia buscava constituir um foco de resistência armada no meio rural, seguindo o modelo de guerra popular prolongada adotado em outros contextos revolucionários.

O Exército brasileiro mobilizou amplos contingentes militares para combater a guerrilha, resultando no desaparecimento de dezenas de combatentes, cujos corpos, em sua maioria, nunca foram localizados ou identificados oficialmente.

As informações sobre esse episódio permaneceram sob rígido sigilo estatal por muitas décadas, sendo parcialmente reveladas apenas com os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, já no século XXI.

Ao longo da primeira metade da década de 1970, o aparato repressivo do Estado conseguiu desarticular praticamente todas as organizações de luta armada urbana e rural que atuavam no país.

A partir de então, a resistência ao regime militar passaria a se concentrar predominantemente em formas de oposição legal e institucional, ainda que sob condições de forte vigilância e censura.

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