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Assim como a Mesopotâmia, o Egito Antigo se desenvolveu ao redor de um grande rio: o Nilo, cujas cheias anuais fertilizavam as margens e tornavam possível a agricultura em meio ao deserto.
Não por acaso, o historiador grego Heródoto definiu o Egito como "uma dádiva do Nilo", já que praticamente toda a vida econômica e social egípcia dependia do ritmo das cheias do rio.
Ao longo do Nilo, formaram-se comunidades agrícolas que, com o tempo, deram origem a dois reinos distintos: o Alto Egito, ao sul, e o Baixo Egito, próximo ao delta, ao norte.
A Unificação do Egito
Por volta de 3.200 a.C., o rei Narmer (também identificado por alguns historiadores como Menés) conseguiu unificar o Alto e o Baixo Egito sob um único governo, dando início à civilização egípcia unificada.
Esse evento é considerado o marco fundador do Egito Antigo e deu origem à tradição de os faraós usarem a dupla coroa, símbolo da união dos dois reinos.
A partir de então, o Egito passou por uma longa história dividida por historiadores em grandes períodos dinásticos.
Os Períodos Dinásticos
O Império Antigo (c. 2.700–2.200 a.C.) foi marcado pela construção das grandes pirâmides de Gizé, símbolo do poder centralizado dos faraós.
O Império Médio (c. 2.000–1.700 a.C.) trouxe uma reorganização política após um período de fragmentação, com expansão territorial e desenvolvimento cultural.
Já o Império Novo (c. 1.550–1.070 a.C.) representou o auge do poder militar egípcio, com faraós como Tutmés III e Ramsés II expandindo as fronteiras do reino pelo Oriente Próximo.