História |
A partir do século XV, os reinos ibéricos de Portugal e Espanha lideraram um processo de exploração marítima que conectaria, pela primeira vez de forma direta, a Europa, a África, a Ásia e as Américas.
Esse movimento, conhecido como Grandes Navegações, resultou de uma combinação de fatores econômicos, políticos, religiosos e tecnológicos que amadureceram ao longo dos séculos anteriores.
A crise do feudalismo, discutida no módulo anterior, e o fortalecimento do comércio e das monarquias nacionais criaram as condições sociais e políticas necessárias para o financiamento de custosas expedições marítimas.
Motivações Econômicas
A busca por uma rota marítima direta para as Índias visava contornar os intermediários árabes e italianos que controlavam o comércio terrestre de especiarias, sedas e outros produtos de luxo asiáticos, encarecendo-os significativamente na Europa.
O acesso direto às fontes produtoras prometia lucros extraordinários às nações que conseguissem estabelecer novas rotas comerciais, especialmente após a queda de Constantinopla, em 1453, que dificultou ainda mais o comércio terrestre com o Oriente.
Motivações Religiosas e Políticas
Ao lado dos interesses econômicos, motivações religiosas também impulsionavam a expansão marítima: a difusão do cristianismo e a esperança de encontrar aliados cristãos, como o lendário reino do Preste João, contra o avanço muçulmano.
As monarquias ibéricas, fortalecidas por processos de centralização política, viam nas navegações uma forma de aumentar seu prestígio, seu poder militar e sua influência frente às demais potências europeias.