História |
As Grandes Navegações só foram possíveis graças a importantes avanços técnicos e científicos acumulados ao longo da Idade Média, muitos deles herdados ou influenciados pelo conhecimento árabe e islâmico, estudado no módulo anterior.
Instrumentos de navegação como a bússola, o astrolábio e o quadrante permitiam aos navegadores calcular com maior precisão sua posição, latitude e direção em alto-mar, longe da costa.
O desenvolvimento de mapas mais precisos, os portulanos, e o acúmulo de conhecimentos sobre ventos e correntes marítimas também foram fundamentais para tornar as viagens de longa distância mais seguras e previsíveis.
A Caravela
Um dos principais avanços tecnológicos portugueses foi o desenvolvimento da caravela, embarcação leve, de casco estreito e velas triangulares (latinas), que permitia navegar contra o vento e explorar águas desconhecidas com maior segurança.
A caravela combinava velocidade, manobrabilidade e capacidade de carga suficiente para viagens de exploração, tornando-se símbolo da expansão marítima portuguesa dos séculos XV e XVI.
O Papel do Estado
Em Portugal, o Infante D. Henrique, conhecido posteriormente como "o Navegador", organizou e financiou expedições sistemáticas ao longo da costa africana a partir da década de 1420, reunindo cartógrafos, astrônomos e pilotos experientes.
Esse apoio estatal organizado e contínuo às explorações marítimas diferenciou Portugal de outras potências europeias, permitindo avanços graduais e acumulativos no conhecimento geográfico e náutico.