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História  |  

O Absolutismo foi a forma de governo predominante na maior parte da Europa entre os séculos XVI e XVIII, caracterizada pela concentração de amplos poderes políticos, administrativos, militares e, em muitos casos, religiosos nas mãos de um único monarca.

Esse processo de centralização não surgiu de forma repentina, mas resultou de transformações econômicas, sociais e políticas em curso desde o final da Idade Média, período discutido nos módulos anteriores sobre a sociedade feudal e as grandes navegações.

A crise do sistema feudal, o fortalecimento do comércio e das cidades, e o enfraquecimento do poder da nobreza local e da Igreja abriram espaço para que os reis assumissem papel cada vez mais central na organização política dos territórios europeus.

A Formação dos Estados Nacionais

Ao longo dos séculos XV e XVI, monarquias como as de Portugal, Espanha, França e Inglaterra consolidaram fronteiras mais estáveis e desenvolveram estruturas administrativas cada vez mais centralizadas, dando origem aos primeiros Estados nacionais modernos.

Esses reis contaram com o apoio de uma burguesia comercial em ascensão, interessada em um poder central forte capaz de garantir a unificação de leis, moedas e impostos, favorecendo o desenvolvimento do comércio em escala nacional.

O Exército e a Burocracia Permanentes

A consolidação do poder absolutista dependeu da criação de instrumentos que garantissem o controle efetivo do território, como exércitos permanentes, financiados diretamente pela coroa, e uma burocracia estatal cada vez mais especializada e fiel ao monarca.

Esses funcionários reais, muitas vezes recrutados na burguesia, substituíam gradualmente a antiga administração baseada nos laços pessoais de vassalagem característicos do feudalismo.

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