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História  |  

O fortalecimento do poder monárquico foi acompanhado por um esforço de justificação teórica e ideológica, que buscava legitimar a concentração de poderes nas mãos do rei como algo natural e necessário à ordem social.

Um dos principais fundamentos ideológicos do Absolutismo foi a chamada Teoria do Direito Divino dos Reis, segundo a qual o poder monárquico teria origem direta em Deus, e não no consentimento dos súditos.

Bossuet e o Direito Divino

O bispo francês Jacques-Bénigne Bossuet, no século XVII, foi um dos principais defensores dessa teoria, afirmando que o rei era o representante de Deus na Terra e que, portanto, sua autoridade não poderia ser contestada pelos súditos, sob pena de se contestar a própria vontade divina.

Segundo Bossuet, apenas Deus poderia julgar as ações de um monarca, cabendo aos súditos apenas a obediência, mesmo diante de governos considerados injustos.

Hobbes e o Contrato Social

Uma justificativa distinta, de caráter mais racional que religioso, foi apresentada pelo filósofo inglês Thomas Hobbes em sua obra Leviatã (1651), na qual defendia que os homens, em seu estado natural, viveriam em constante guerra de todos contra todos.

Para Hobbes, os indivíduos teriam celebrado um contrato social, transferindo seus direitos naturais a um soberano absoluto — o "Leviatã" — capaz de garantir a ordem e a segurança coletiva, ainda que ao custo da liberdade individual.

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