História |
A França é frequentemente apontada pelos historiadores como o exemplo mais completo e acabado de monarquia absolutista, processo que se consolidou ao longo de mais de um século, entre o final das guerras religiosas e o reinado de Luís XIV.
Após décadas de conflitos entre católicos e huguenotes (protestantes calvinistas franceses), que enfraqueceram a autoridade real, o rei Henrique IV assinou, em 1598, o Edito de Nantes, concedendo liberdade de culto aos protestantes e restabelecendo a paz interna no reino.
Richelieu e a Centralização do Poder
Sob o reinado de Luís XIII, o cardeal Richelieu, seu principal ministro, promoveu um amplo processo de centralização administrativa, enfraquecendo a autonomia política da nobreza e fortalecendo o controle direto da coroa sobre as províncias francesas.
Richelieu também reforçou a presença francesa na política externa europeia, especialmente durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), conflito que envolveu a maior parte das potências europeias e teve profundas raízes nas divisões religiosas surgidas com a Reforma.
Mazarino e a Fronda
Após a morte de Richelieu, o cardeal Mazarino deu continuidade à política de centralização, enfrentando forte resistência da nobreza e do parlamento durante a chamada Fronda (1648-1653), série de revoltas que ameaçaram, sem sucesso, o poder da coroa francesa.