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História  |  

Ao longo dos séculos XIV e XV, a Igreja Católica enfrentou uma crescente crise de autoridade e credibilidade, resultado de problemas internos que se acumulavam havia décadas e que se tornariam ainda mais evidentes no contexto do Renascimento, estudado no módulo anterior.

Entre esses problemas, destacavam-se a corrupção do alto clero, o acúmulo de riquezas por bispos e abades, e práticas consideradas incompatíveis com os ideais cristãos originais, como a venda de cargos eclesiásticos, conhecida como simonia.

Some-se a isso o chamado Cativeiro da Babilônia (1309-1377), período em que os papas residiram em Avignon, na França, sob forte influência da monarquia francesa, e o Grande Cisma do Ocidente (1378-1417), quando chegou a haver dois e até três papas rivais simultaneamente.

O Descontentamento Popular

Para além das disputas internas do clero, havia um crescente descontentamento popular com práticas cotidianas da Igreja, como a cobrança de dízimos, taxas para sacramentos e, sobretudo, a venda de indulgências — perdões de pecados concedidos mediante pagamento.

Essas críticas ganhavam força em uma Europa cada vez mais urbanizada e comercial, na qual uma burguesia em ascensão via com maus olhos os privilégios econômicos e a isenção de impostos de que gozava o clero.

O Papel da Imprensa

A invenção da imprensa por Gutenberg, discutida no módulo anterior, teve papel fundamental na disseminação dessas críticas, permitindo que panfletos e textos contestatórios circulassem rapidamente por diferentes regiões da Europa.

Esse novo alcance da palavra escrita tornaria possível, poucas décadas depois, a rápida difusão das ideias reformistas para além das fronteiras onde surgiram inicialmente.

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