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Diferentemente de Portugal, que buscava alcançar as Índias contornando a África, a Espanha apostou em uma rota alternativa: navegar para o oeste, atravessando o Oceano Atlântico, na crença de que assim chegaria mais rapidamente ao Oriente.
Essa proposta foi defendida pelo navegador genovês Cristóvão Colombo, que, após ser recusado por Portugal, obteve o apoio dos Reis Católicos da Espanha, Fernando de Aragão e Isabel de Castela.
Em 1492, a expedição de Colombo avistou terra no que hoje corresponde ao Caribe, embora o navegador acreditasse, até o fim da vida, ter alcançado as Índias — daí o nome "índios" atribuído aos povos originários americanos.
Um Novo Continente
Somente nos anos seguintes, com viagens de outros navegadores como Américo Vespúcio, tornou-se claro que as terras encontradas por Colombo não faziam parte da Ásia, mas constituíam um continente até então desconhecido pelos europeus: a América.
A chegada dos europeus à América representou um encontro entre civilizações que haviam se desenvolvido de forma isolada por milênios, com consequências profundas e, para os povos americanos, frequentemente trágicas.
Sociedades Pré-Colombianas
Antes da chegada europeia, a América já era habitada por sociedades complexas e diversas, como os astecas, no México, os maias, na América Central, e os incas, na região andina, além de inúmeros outros povos indígenas.
Essas civilizações haviam desenvolvido conhecimentos avançados em agricultura, arquitetura, astronomia e organização política e social, muitas vezes comparáveis aos de sociedades da Europa e da Ásia da mesma época.