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Generais e Guerras Civis
No século I a.C., generais vitoriosos como Mário, Sula, Pompeu e Júlio César passaram a disputar o poder em Roma, apoiados por exércitos pessoais leais a eles, e não apenas ao Estado romano.
Júlio César, após conquistar a Gália e vencer uma guerra civil contra Pompeu, tornou-se ditador vitalício em 44 a.C., concentrando um poder sem precedentes na história republicana romana.
Temendo o fim da República, um grupo de senadores liderados por Bruto e Cássio assassinou César em 44 a.C., mas isso não impediu o colapso definitivo do sistema republicano.
O Fim da República
Após a morte de César, uma nova guerra civil opôs Otávio (sobrinho-neto e herdeiro de César) a Marco Antônio, aliado da rainha egípcia Cleópatra.
A vitória de Otávio na Batalha de Áccio, em 31 a.C., encerrou definitivamente os conflitos civis e marcou o fim da República Romana, após quase cinco séculos de existência.
Em 27 a.C., o Senado concedeu a Otávio o título de Augusto, dando início ao período conhecido como Império Romano.
Augusto e o Principado
Augusto manteve formalmente as instituições republicanas, como o Senado e as magistraturas, mas concentrou em suas mãos o comando militar, o controle das finanças e grande poder religioso, criando o sistema conhecido como Principado.
Seu longo governo (27 a.C.–14 d.C.) inaugurou um período de estabilidade política e prosperidade econômica conhecido como Pax Romana, que se estenderia por cerca de dois séculos.
A partir de Augusto, o poder passaria a ser hereditário ou disputado entre dinastias, e Roma seguiria sendo governada por imperadores até sua fragmentação séculos mais tarde.