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História  |  

Um marco importante da administração holandesa em Pernambuco foi a chegada, em 1637, do conde Maurício de Nassau, nomeado governador-geral do chamado Brasil Holandês.

Nassau promoveu um governo relativamente tolerante e sofisticado, permitindo liberdade religiosa a católicos e judeus, algo excepcional para os padrões da época.

Sob seu governo, a cidade de Recife foi urbanizada e ampliada, recebendo pontes, prédios administrativos e um planejamento urbano que a transformaria na sofisticada Mauritsstad.

Nassau também incentivou o desenvolvimento científico e cultural na colônia, trazendo consigo naturalistas, pintores e cientistas, como Georg Marcgraf e Frans Post.

Esses estudiosos produziram importantes registros sobre a fauna, a flora e a paisagem do Brasil colonial, contribuindo significativamente para o conhecimento europeu sobre a América.

Apesar dessa relativa prosperidade cultural e administrativa, o governo holandês nunca conseguiu pacificar totalmente a resistência dos senhores de engenho luso-brasileiros.

Em 1644, a Companhia das Índias Ocidentais, insatisfeita com os altos custos administrativos e a falta de lucros esperados, decidiu destituir Maurício de Nassau do governo.

Sua saída enfraqueceu consideravelmente a administração holandesa, que passou a adotar políticas mais rígidas de cobrança de dívidas e impostos sobre os senhores de engenho locais.

Esse endurecimento fiscal gerou grande descontentamento entre os proprietários luso-brasileiros, muitos dos quais haviam colaborado com os holandeses durante o período de Nassau.

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